quarta-feira, 20 de abril de 2011

Forum Musical Abril 2011

O PODER CURATIVO DO SOM




Neste forum, abordamos o despertar da Consciência através da música e quais elementos musicais podem ser usados na cura tanto física quanto emocional, psíquica, energética e espiritual.

                                                  


O que é consciência?

Como saber qual a melhor música para cada um despertar a Consciência e sua auto-cura?






Existem nove elementos musicais para a cura e a transformação do estado de consciência.


Como usar estes elementos musicais para desenvolver uma consciência auditiva sem os "vícios" de um ouvir já padronizado e massificado?






Como manter a Consciência desperta?

Qual a relação entre o ego e a música?

O caminho do aprendiz até o ser artista.





Intento x Intenção

Ondas cerebrais e sua relação com a música e Consciência.

Física e Acústica: entrainment, ressonância.




 Equilíbrio dos corpos energéticos e os sobretons.

 O ritmo: coração, cérebro e planeta Terra.

 Música dos monges tibetanos, as vozes Búlgaras, Beethoven.

O físico suíço Hans Jenny e seu trabalho em Cymatics.

Drone: presente na música de todas culturas e épocas.





The finer vibrations of the all-pervading cosmic sound roam the universe. 
Sound configurations (both heard and unheard) are sonic manifestations of the field
from which Consciousness manifests and is perceived as such.

Music is the language of the universe.      

 As mais sutis vibrações do som cósmico todo-permeante pairam no universo.
As configurações sonoras (ouvidas e não-ouvidas) são manifestações sônicas do campo
do qual a Consciência se manifesta e é percebida como tal.

A música é a linguagem do universo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O poder de cura da música de Beethoven e Ligeti

Kathia Rocha nos enviou esta matéria que saiu no Globo dia 29 de março de 2011 sobre o poder de cura da música que conversamos no último fórum.

Ela comentou que achou interessante o desejo deles aprofundarem os estudos para identificarem com maior precisão quais características podem gerar quais resultados.

 

Comentem:

 

Células tumorais expostas à "Quinta Sinfonia", de Beethoven, perderam tamanho ou morreram

 

Clique aqui para ler: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/03/29/celulas-tumorais-expostas-quinta-sinfonia-de-beethoven-perderam-tamanho-ou-morreram-924114082.asp

terça-feira, 15 de março de 2011

Música Multidimensional

Cada parte contém o todo. Esta premissa do modelo holográfico pressupõe que cada parte nossa possui o modelo total de nós mesmos. Por exemplo, fisicamente cada célula contém toda a nossa constituição genética. Em termos de energia, o padrão de energia em cada célula contém nosso completo padrão de consciência. Logo, somos tudo que existe. Quando exploramos nosso ambiente interior, também exploramos o universo.
Na estética musical esta premissa é caracterizada pela integração, na qual sinais musicais são aproximados e unidos como um todo, como a integração das três dimensões tradicionais (sucessão, simultaneidade e convergência) em um plano multidimensional.



O quarteto de cordas Fragmente-stille, an diotima (1980) de Luigi Nono (1924-1990) é uma obra multidimensional que impele os intérpretes a criar uma percepção intuitiva da consciência. Ao sugerir um diálogo entre a música e um interlocutor imaginário, os músicos se tornam simultaneamente os principais ouvintes, o locutor imaginário e o objeto de experiência, como se estivessem criando um diálogo entre os planos internos e externos.
Nesta partitura musical, o valor de cada nota é marcado da maneira tradicional mas com uma rede de fermatas superpostas que desaceleram o fluxo do tempo. Apesar destas fermatas estarem posicionadas em sequência de acordo com um princípio quase serial, um elemento surpreendente intercede às vezes: a uma nota curta pode ser dada uma fermata muito longa e, por outro lado, a uma nota muito longa pode ser dada uma fermata breve. Os músicos devem decidir os valores finais das notas. Nono sugere como os músicos possam respirar e os estimula a sonhar, a sempre pensar de maneira diferente e a permitir seus próprios ouvidos e rítmos internos a lhes guiar.
O resultado final da fracionalização intensa dos sons nesta peça é que cada fragmento contém o todo. É uma integração de cada fragmento em uma linha de tempo interrompida em diversas maneiras.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Linguagem Universal - Pitágoras

Ficheiro:Kapitolinischer Pythagoras adjusted.jpgToda linguagem traz em si um conteúdo por detrás de seus símbolos. Podemos também chamar a esse conteúdo de substância. Assim, toda linguagem falada, científica, artística, simbólica ou filosófica traz em si um conteúdo, uma substância.

Com tantas linguas faladas no mundo e com todas as suas variantes em dialetos, acentos etc... qual seria a linguagem universal?

E mesmo entre as diferentes linguagens de arte, qual seria a linguagem comum a todas, escondida por entre sua substância, seu conteúdo?

Me refiro à Matemática. E, mais profundamente, à Matemática Pitagórica que consistia em bem mais do que as operações numéricas de que fazemos uso hoje como aritmética, álgebra,
trigonometria, geometria, etc.

Para Pitágoras (Grécia, 570 a.C.-497 a.C.) e seus discípulos eram Quatro Portais que conduziam o ser humano ao Templo da Iniciação: a Aritmética, a Geometria, a Astronomia e a Música (Harmonia).

Nas escolas de hoje, todos somos iniciados na matemática: álgebra, geometria, e um pouco de trigonometria. Para mais do que isso, precisamos nos especializar (em engenharia, por exemplo) para adentrarmos no campo dos Cálculos diferencial e integral, Analítica, Descritiva, etc. Especializando-se mais, alguns podem chegar à Astronomia - o Terceiro Portal segundo os pitagóricos.

E a Música? Somos iniciados em música na escolas? Nem sempre, mas somos iniciados em música durante a própria vida! Mas, então, como educar-se para a revelação de seu conteúdo, sua substância?

Beethoven disse que "a Música é uma Revelação muito mais sublime do que a Sabedoria e a Filosofia". Disse que ela "é a única introdução incorpórea no mundo superior do Saber, esse mesmo mundo que rodeia o homem cujo significado interior não se percebe pelos conceitos reais".

Qual seria, então, a linguagem comum à Matemática e à Música?

A resposta está escrita no pórtico de entrada do Templo da Iniciação de Pitágoras:

"Nada entra que não seja Geometria!"

Pitágoras dizia a seus discípulos que Deus cria geometrizando. Através da geometria, podemos entender toda a beleza da criação!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Jongo (Lorenzo Fernandez) e a arte de Carlos Marcatti


Depois que encontrei esta gravação ao vivo que fiz na Europa nos anos 90, decidi compartilhá-la com todos e, ao mesmo tempo, revelar um pouco da obra visual de um grande artista - Carlos Marcatti.

Jongo é uma dança de negros que integra a 3a. Suite Brasileira de Oscar Lorenzo Fernandez. Em todas as minhas tounés pelo mundo, Lorenzo Fernandez (1897-1948) foi um compositor brasilerio sempre elogiado e apreciado. Ele fundou o Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, onde fiz meu mestrado em Musicologia. Em todas as platéias do mundo que toquei Jongo, o sucesso era estrondoso pela ritmica em movimento e crescendo contínuos até a apoteose no fim. 

Espero seus comentários quanto à interpretação, quanto à obra e quanto à relação que fiz com as obras de Carlos Marcatti, as quais ele as denomina de pinturas-esculturas. Apreciem!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fórum Musical Fevereiro 2011



 Mestre, não sei como cantas.
 Fico apenas ouvindo, em silencioso deslumbramento.
 A luz da tua música ilumina o mundo.
 O sopro vital de tua música corre de céu em céu.
 A sagrada torrente de tua música rompe todos os obstáculos de pedra, e jorra.
 Meu coração anseia unir-se a teu canto,
 mas em vão luta para conseguir uma voz.
 Eu gostaria de falar, mas a palavra não se transforma em canto e, vencido, eu lamento.
 Sim, meu Mestre, tornaste meu coração prisioneiro na rede sem fim de tua música!
         
                                 Tagore


  O essencial é saber VER
  Saber VER sem estar a pensar,
  Saber VER quando se VÊ
  E nem pensar quando se VÊ
  Nem VER quando se pensa.

  Mas isto exige um estudo profundo
  Uma aprendizagem de DES-aprender...
           
             Alberto Caieiro





Da mesma forma que cada onda afunda no oceano, assim também cada momento regressa para sua fonte. A realização consiste em descobrir a fonte e permanecer ali.

Nisargadatta Maharaj





Para saber quem você é, crenças não estão em pauta. Você tem que ser capaz de esquecer completamente tudo o que acredita, tudo o que a mente expõe como realidade.
SATYAPREM



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Ouvir Consciente


Olhar ou ouvir pode ser uma das coisas mais difíceis da vida. Pois por vermos e escutarmos todo o tempo, perdemos a atenção viva e consciente de como se estivéssemos olhando e ouvindo pela primeira vez. Não são ações conscientes, mas atos mecânicos e repetitivos.

Quando falamos que vemos uma jabuticabeira, por exemplo, ou uma flor ou uma pessoa, nós a vemos realmente? Ou vemos meramente a imagem que a palavra criou? Ou a imagem que a mente já possui antecipadamente?

Quando ouvimos uma obra musical, nós a ouvimos realmente? Somos capazes de seguir o movimento dos sons sem o uso mecânico da mente (analisar, comparar, julgar e até produzir pensamentos diversos da obra?)

Olhar e ouvir a partir do silêncio interior requer apenas atenção que é uma ação sem esforço, passiva. Atenção ao que olhamos. Atenção no que ouvimos. E ao  mesmo tempo atenção aos movimentos da mente sem nos identificar com eles.

Neste estado de atenção consciente, silenciosa, somos capazes de continuar ouvindo som a som de uma obra musical, sem perder nenhum movimento de sons lineares ou simultâneos mesmo que a mente fique a pensar...  O foco está no ouvir a música! Os pensamentos são ocorrências que surgem e passam...